quarta-feira, 13 de março de 2013

Firefox: Como desinstalar extensões bloqueadas.




Existem algumas extensões que você não consegue remover de jeito nenhum, pois elas não apresentam a opção de remoção na interface do gerenciador de complementos do Firefox. Embora o método convencional não funcione, existem outras maneiras de fazer com que esses complementos, geralmente inconvenientes, sejam apagados de uma vez por todas.

Pré-requisito

  • Firefox instalado.

Faça você mesmo


Para saber se uma extensão não pode ser removida normalmente, simplesmente abra o gerenciador de complementos usando “Ctrl + Shift + A” e clique com o botão direito sobre ela: caso não haja o item “Remover”, é preciso encontrar outro meio de apagar o incômodo.



A primeira tentativa exige que você abra o Painel de Controle e pesquise entre os programas instalados pela extensão. Caso ela apareça lá, talvez seja possível desinstalá-la. Contudo, às vezes usar esse método pode acarretar na remoção de outros recursos que talvez você preferisse manter.




Na pasta onde o Firefox está instalado, existe a chance de a extensão em questão apresentar uma pasta dentro de C:\Program Files (x86)\Mozilla Firefox\extensions: caso ela esteja lá, basta apagá-la. Contudo, cuidado com a pasta {972ce4c6-7e08-4474-a285-3208198ce6fd}, pois ela contém o tema padrão do navegador e não deve ser removida.




O próximo local a procurar é no Editor de Registro do Windows (abra o Menu Iniciar e digite “regedit” para executá-lo). Olhe as pastas HKEY_CURRENT_USER\Software\Mozilla\Firefox\Extensions\HKEY_LOCAL_MACHINE\Software\Mozilla\Firefox\Extensions\ eHKEY_LOCAL_MACHINE\Software\Wow6432Node\Mozilla\Firefox\Extensions\ para ver se encontra a extensão escondida.






Caso ela esteja lá, clicar com o botão direito e usar a opção de exclusão é suficiente para eliminá-la do navegador. Porém, ainda resta apagar os arquivos instalados. Para isso, acesse a pasta C:\Program Files (x86)\ e tente encontrar o nome da extensão entre as pastas.

Pronto, com as opções acima você deve conseguir remover qualquer complemento que não apresente o botão de desinstalação nativamente no Firefox.


Por: Rafael Costa

terça-feira, 5 de março de 2013

Como os principais componentes de eletrônicos são reciclados

O mundo inteiro sofre com o descarte indevido de aparelhos eletrônicos: os seus componentes apresentam metais pesados (como chumbo, níquel e cádmio) capazes de poluir o solo e os lençóis freáticos. Monitores e televisões de tubo contêm, em média, 1,4 Kg de chumbo, o qual pode causar danos ao sistema nervoso e reprodutivo quando ingerido. Dado esse perigo, saber como os eletrônicos são reciclados é de fundamental importância.

Como se livrar do e-lixo

Primeiramente, o ideal é nunca jogar fora um aparelho eletrônico junto com o lixo comum: por mais que você o separe como “lixo reciclável”, os aterros sanitários brasileiros não estão preparados para realizar o processo de reciclagem específico de celulares ou computadores. Para isso, você precisa contatar a empresa responsável pela fabricação do aparelho ou um serviço especializado de reciclagem: eles podem ir até a sua casa buscar o eletrônico.






Caso você não saiba de nenhum lugar com essa função, a ONG brasileira E-Lixo Maps mostra a empresa de reciclagem capacitada mais próxima da sua casa. Entretanto, jogar fora produtos tecnológicos é o procedimento menos recomendado, já que mesmo estragados eles ainda possuem muitos componentes reaproveitáveis.
Dados da Global Intelligence Alliance indicam que 35% dos consumidores não descartam os aparelhos antigos: como o valor pago é muito alto, o eletrônico é mantido guardado. Outros 30% os doam para instituições de caridade. Já cerca de 20% revendem o produto e 7% o jogam fora, de fato. Levando isso em conta, o Brasil parece ainda descartar menos eletrônicos do que países mais desenvolvidos, o que é bom por questões ecológicas.

O processo de reciclagem

Reciclar produtos eletrônicos é interessante não apenas para preservar o meio-ambiente, mas também para economizar na produção de novos aparelhos. Afinal, durante a reciclagem é possível recuperar, a partir de placas e chips, uma pequena quantidade de ouro, prata, índio, cobre e outros metais nobres, são 17 tipos ao todo. Por exemplo, em uma tonelada de PCs existe mais ouro do que em 17 toneladas do minério bruto do metal.




Embora já seja capaz de separar os principais componentes de aparelhos eletrônicos, no Brasil ainda não existe um método para realizar a separação detalhada de metais nobres. Apesar disso, esse lixo é vendido e exportado para países com a tecnologia necessária: esta se resume em pré-separar os metais dos plásticos e colocá-los em uma esteira com diversos sensores magnéticos e ópticos para identificar os diferentes metais contidos em uma mesma placa.
O processo acima pode ser dividido em cinco etapas, conforme a máquina: uma ventoinha assopra entulhos leves dos metais; um imã potente atrai metais ferrosos (com grandes quantidades de ferro); um aparelho repulsa metais não ferrosos, como o alumínio, para outra esteira; um imã de alta precisão identifica aço inoxidável entre os metais ferrosos; um último sensor vasculha o lixo restante em busca de metais não ferrosos mais simples, como o arame.

Quanto melhor a tecnologia, mas fácil de reciclar

Segundo João Carlos Redondo, responsável pela área de sustentabilidade da Itautec, em entrevista ao site IT Web, há um investimento crescente da indústria para substituir materiais nocivos à saúde por outros menos agressivos e que facilitem o processo de reciclagem. Por exemplo, o chumbo dos monitores pode ser trocado por estanho, cobre e prata: antes eram usados 60% chumbo e 40% estanho, hoje são 98% estanho, 3% prata e 0,5% de cobre.




Além disso, no Brasil, a Lei Federal 12.305 de 2010, chamada de Política Nacional de Resíduos Sólidos, teria sido responsável por acelerar a iniciativa de alguns empresários do setor de reciclagem a investir em tecnologias para o processamento de resíduos eletrônicos. Isso, futuramente, deve diminuir os custos da reciclagem desse tipo de material, o qual varia entre 250 e 500 reais para cada tonelada de aparelhos em geral.
Então, embora nem todos os produtos eletrônicos descartados no Brasil sejam hoje reciclados em terras tupiniquins, é possível notar um avanço tecnológico nesse setor, o que promete facilitar o descarte devido de aparelhos antigos por parte do consumidor. Entretanto, apesar de as fabricantes terem a obrigação de prover meios para o descarte de produtos, isso não exime os compradores da responsabilidade de jogá-los fora de modo ecologicamente correto.

Por: Rafael Costa.



Rede 4G brasileira não vai estar pronta para a Copa do Mundo.

Contrariando a previsão inicial do governo brasileiro, a rede de alta velocidade 4G não vai estar pronta a tempo de cobrir todas as cidades-sede da Copa das Confederações e da Copa do Mundo de 2014. Segundo informações obtidas pelo UOL Esporte, as empresas da área não vão conseguir cumprir as exigências estipuladas pela Anatel até a data estabelecida pelo órgão regulador.
A expectativa inicial era de que a tecnologia estivesse disponível até 30 de abril nas seis cidades que vão sediar a Copa das Confederações. Já as 12 localizações que vão contar com atividades da Copa do Mundo têm até dezembro deste ano para atingir um nível de cobertura considerado ideal.

Exigência da Anatel

Apesar de não ser uma das exigências para que o Brasil sedie as duas competições, a implementação da rede 4G até as datas delimitadas é uma das exigências feitas pela licitação da Anatel — processo que ocorreu em abril de 2012. Entre as empresas autorizadas a trabalhar com a tecnologia estão a Oi, Vivo, TIM e Claro.
O Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTeleBrasil) prevê que é preciso instalar 9.566 antenas nas 12 cidades-sede da Copa até dezembro deste ano para que a rede atinja o alcance necessário. Entre os problemas enfrentados pela empresa para atingir esse objetivo estão os entraves colocados pelas legislações municipais, que tornam complicado o processo da instalação de novos equipamentos.
“Em Porto Alegre, por exemplo, há uma necessidade de sete licenças municipais para instalar uma antena”, afirma Eduardo Levy, diretor-executivo do SindiTeleBrasil. “Não dá tempo. Alguma cobertura com certeza haverá nas cidades-sede, mas não a prevista”, afirma um executivo de uma das empresas envolvidas no processo, que prefere não se identificar. “É só fazer as contas para ver que não há tempo, o prazo está apertado demais”, justifica ele.

Por: Rafael Costa.